"  Vontade de rir ... " 

  •   Paradoxos do Trágico e do Cómico

 

    ©  Lúcia Costa Melo Simas ( 2014 )

 

    

    

"  TinTin e Milou "

 ( In Memoriam. Alto-Relevo em cartão. Museu da Banda Desenhada.Bruxelas. Bélgica.2007)

 © Levi Malho.

 


 

  

 

 

 

   Johann Wolfgang von Goethe, com 23 anos apenas, de um só golpe, ao publicar um romance epistolar com traços autobiográficos, vingou-se da jovem Charlotte Buff que o desprezara e tornou-se famoso do dia para a noite. Tanto a jovem como Alberto, o seu marido, anteriormente amigo de Goethe, nada conseguiram para evitar uma notoriedade desagradável acerca da suas vidas. Houve mesmo uma moda Werther e Carlota com vestuários e objetos alusivos à tragédia o que dá um tom já muito afastado do sentimento de desespero e do dilema dos personagens.

 

 

Legenda 1 - Porcelanas alusivas aos dois personagens Werther e Carlota

 

 O romantismo, que deslumbrava os leitores em “Os sofrimentos do jovem Werther” (1774), levaria a uma série de suicídios de jovens apaixonados e desiludidos em diversos locais da Alemanha. Forma como coloca Carlota insinua uma culpa que, os leitores terão de avaliar por si, entre a sedução, a paixão que sente Werther e o casamento com Alberto é uma catarse para o autor. Assim com o suicídio fictício e fatal do pobre Werther, Goethe liberta-se, de modo vingativo e cruel para com a jovem que o rejeitou e do marido, mas libertador para si.

 

 

Legenda  2 -  Os sofrimentos do jovem Werther

 

    Goethe tornou-se numa referência literária mundialmente reconhecida e o seu êxito nunca se apagou. Em 1860 a obra tornava-se de leitura obrigatória nas escolas alemãs, Jules Massenet transformava a tragédia numa ópera, com grande êxito em Paris (1892) e a fama só enfraqueceu com o movimento nazi.

  O sentimentalismo exacerbado, avassalador, total e desesperado e o género epistolar, marcam as características de Werther/Goethe no individualismo romântico que não parou de aumentar. Entretanto a vida de Goethe, depois de se desfazer do fantasma Werther, continuou com diversos casos amorosos até idade avançada, enquanto a sua fama e celebridade se universalizaram. Em Weimar, rodeado de amigos e admiradores, Goethe viveu influenciando uma nova literatura. 

    Em contrapartida, o iluminismo, que ainda não terminara de alterar as mentalidades com o seu forte racionalismo, lançara na sombra o sentimentalismo. Na vida real da sociedade, a figura secundária de Alberto apaga o enamorado Werther. O triunfo da razão mostra-se no positivismo, na expressão do realismo da arte. As críticas, quer pelo movimento clássico ainda forte, quer pelo anúncio de novas formas de estética, em que se destaca a pintura liberta da fotografia, com uma crítica social mordaz e pessimista, com obras polémicas, contribuem para a constante falta de consenso em arte. Para avaliar melhor, só na distância, quando se observa as obras de uma época, poucas são sempre as que se libertaram dela, e só essas carregam mensagens que pertencem perenemente ao futuro.

      Michael Korfmann, em “O romantismo e a semântica do amor”, 1991, cita diversos modos da aceitação da obra aquando da sua publicação.

      Como crítico de arte e fundador da literatura alemã, Lessing (1729 -1781) ironiza a desproporção entre o motivo banal de um amor não correspondido e a consequência exagerada. Para ele, nenhum grego teria cometido suicídio por causa de Carlota. Somente a espiritualização do amor na religião cristã, a transformação de “uma necessidade física em uma perfeição espiritual” (1958: 497) poderia ter causa tal efeito. Já Hegel via a morte de Werther o resultado de sua incapacidade de superar a “teimosia de seu amor infeliz” (1970 a: 313). Freud analisava a obra sob o aspeto biográfico: “Goethe estava a brincar com a ideia de se matar [...]. Por meio dessa fantasia (o romance), protegeu-se das consequências de sua experiência” (1976: 353) e Christoph Friedrich Nicolai propõe uma farsa, “As alegrias do jovem Werther”, de 1775, a solução do “problema”, através da união entre Carlota e Werther com a aprovação de Alberto.

   O trágico e o cómico possuem laços de proximidade paradoxais. Separam-se por tão estreita linha que facilmente ser rompe. O sublime e o ridículo tocam-se.

 

 

 

 

      Para quem observa do exterior, o estado amoroso tem muito de absurdo e caricato, atrai uma comicidade de que os enamorados não se dão conta. Do mesmo modo, o ridículo da sedução e do desejo do consumidor e a sua ansiedade pela posse dos objetos, de qualquer moda, reveste-se de anedótico e de cómico. Onde há uma contradição há comicidade porque, com a desmesura, surge o grotesco. Supúnhamos, como exemplificou Kierkegaard, que um homem ou uma mulher é um ser completo. Tanto um como outro podem ser independentes e, de repente, um deles passa a ser apenas uma metade que corre atrás de uma outra metade. A metade da laranja ausente não passa de uma neurose freudiana, de uma doença que tem uma raiz ocidental que, em geral, espantava os chineses que não compreendiam a "neurose da paixão”. O ridículo da questão leva ao riso. (Banquete, p. 97). É famosa a frase “o homem é o único animal que ri” e tal acontece por efeito cultural. Há todo um cariz Também o filósofo Bergson[1] (1859-1941) estudou o riso em diversos graus e formas. Salientou o despropósito de diversidades de tamanhos, os contrastes de sentimentos, a utilização das linguagens com comparações desiguais entre o corpo e a alma, são motivo de comicidade social. Estudou as situações cómicas, a sua presença na linguagem, nas formas e movimentos.

 

 

 

 

    Para este filósofo o riso é “algo como uma anestesia momentânea do coração. Ele dirige - se à pura inteligência» Todavia está presente a sensibilidade ou a sua falta, a emoção extrema e sentimentos da mais diversa ordem. O risível pode provocar o sentido humorístico mas, para isso temos de ser um observador desinteressado da cultura que o leva ao riso. Mas não será estético pois implica um gozo que tem muito de “falhado” nem atinge a harmonia nem o sublime. Um quadro que cause o riso desoculta sentidos que o pintor expressa, mas não revela senão uma realidade já conhecida. Sem as referências adequadas a pintura deixa de ter sentido. A finitude da comicidade descobre uma característica que é infinita. Trata-se da destruição absoluta de valores, de cultura, no seu contexto sempre frágil e sempre colada a todos.

     O riso pela queda de um adversário numa situação caricata tem forte componente de vingança ou até malvadez. Por traz do riso há uma censura, crítica feroz, ou simples alegria e despreocupação que torna o riso fácil, quase sem ausência de causa. A cultura e a educação e até mesmo a geografia têm forte peso no cómico. Na vida real, quer o ridículo, quer o cómico só podem ser captados por quem se transforma ou observa do seu balcão o público em geral. Encontrará sempre motivos para subverter a situação e ver nela o seu lado cómico. O trágico pode estético, mas o humor não. É a fenda pela qual o ridículo se instala.

     Só atinge a verdadeira atitude humorista quem está no palco da vida e sente fortemente que está a representar e o que representa. Aí a porta para o sentido oculto de cada papel aparece e a irracionalidade faz a sua aparição. Atuar e sentir-se de fora, do social, suficientemente inadaptado para ferir as instituições sociais, o humorista já nem de si deixa de ironizar e a sua própria figura surge-lhe tâo risível como o resto.

    A desocultação dos sentidos cria outras realidades e instala a desordem e a irracionalidade. Quando o despropósito, o insólito, até o macabro aparece o riso irrompe pelo poder da libertação de quem não faz parte da situação. Pode também ser uma forma de censura de que a mulher foi sempre um alvo favorito.

  Uma análise às anedotas sobre a desportista, a sogra, a solteirona demonstra o longo caminho de humilhações e desprezo a que a mulher esteve condenada. Um exemplo disso, surge nos almanaques e no caso do Almanaque Bertrand, tornavam-se no alvo favorito, quer por desejar emancipar-se, guiar um carro ou bicicleta, invadir o território do genro, a querer aparentar mocidade ou a  comporta-se fora dos cânones  da sociedade da idade e do estatuto.

    Sem referências ao dito boçal ou grosseiríssimo que sempre grassou mas agora é tanto que se tornou no apanágio de uma decadência moral. Ao longo da vida há uma longa cadeia de degraus no sentido da mudança das causas da comicidade até ao absurdo, ao humor negro. Todavia nem todos percorrem esses degraus e ficam-se ela banal anedota, o dito que atinge a crítica a uma personalidade e nada mais.

 

 

 

Ilustração   1 - A Senhora da Agencio em dia de Inventário. A banalidade de uma personagem tipo de uma situação bem complexa.

 

     Psicologicamente, rir, coloca qualquer pessoa à prova. O riso da criança é violento e agressivo, e normalmente não faz rir um adulto A criança começa por ter uma sensibilidade muito limitada e um gosto pela violência. Daí que a extrema brutalidade causa-lhe riso. O sadismo de certos desenhos animados é bem evidente. Repare-se porém que não existe morte, nem doença, nem pesar. Com a televisão e seus programas ou jogos, terrivelmente violentes, destroem a incipiente bondade e dedicação ao Outro. A agressividade infantil é cada vez mais  explorada e exposta a espetáculos degradantes. Os diversos estádio de desenvolvimento infantil passam da violência à ingenuidade, à ternura, ao sentimento e às lagrimas do jovem, à irónica risada de um adulto. Este já vestiu e tornou sua  a segunda pele do hábito e do conformismo que o impede de rir e antes é mais fácil de escandalizar ou detestar. Os locais de trabalho são impróprios para o riso numa sociedade em que o fito é o lucro, toma-se qualquer mercadoria a sério, mesmo que essa mercadora seja um ser humano.

    A personalidade de uma pessoa pode ser analisada pela causa do seu riso e como é que é esse riso. Descobre-se um grau maior ou menor de inteligência, subtileza, afetividade ou imaginação, bem como a preferência por um cómico da vida real cruel ou vingativo.

 

 

 

 

 

    A estupidificação de multidões de seres humanos rindo com crueldade acerca perigosas quedas, de boçalidades, ou de pobres animais, submetidos a mil maus tratos para os domesticar, ou imitar, demonstra a decadência da estética e em especial da ética face a um enorme ritmo de crescimento tecnológico e científico.

    Quando o riso não se pode conter, é que se vê o outro num espelho a refletir novas facetas. Para Bergson, a vaidade é que é mais castigada com o cómico. “O riso que a corrige dá-lhe “uma das suas funções principais. É difícil dizer, com efeito, a que momento preciso o cuidado de se tornar modesto se separa do medo de se tornar ridículo”

 Em diferentes pontos do mundo o riso mostra facetas diferentes. O que se designa por cómico pode irritar um japonês, ofender um francês e divertir um brasileiro. Quanto mais primitiva é uma cultura mais violenta é a causa do riso. Na Polinésia, um ancião que de repente fique nu escandalizaria toda a gente, enquanto um ferido todo coberto de sangue, ou um doente grave causam grande riso, face ao médico europeu indignado com tal comportamento que não entende .[2] ( Daninos, 1944) 

    A arte do humor, exemplificada no cinema e a sua evolução, mostram como o grau de cultura e de educação alterou a comicidade. O que antes nos divertia, causa agora quase tristeza pela ingenuidade e infantilismo. A sociedade separou em diversas fatias o grande bolo da economia e fez ao bolo da vida a mesma divisão. Assim o riso só é permitido em locais e horas próprias. As instituições são de tal modo gigantescas e rotineiras que desaparece o aspeto humano nas funções que cada um cumpre. Assim não função do riso, porque não há necessidade e som, perda de tempo.
    O cinema mudo foi a descoberta de mais uma imensa fonte de riso. Luján, 1980, autor de um estudo sobre o humor
[3], percorre três etapas no cinema americano e europeu para concluir que o cinema mudo tinha duas conceções a que visa o social e “a luta do personagem é a luta da sua psicologia com a psicologia dos outros, é o personagem [Buster Keaton] vítima da incompreensão. 

 

 

 

 

 

Ilustração  2 - Buster Keaton é a vítima que nunca ri na tragédia que consegue transgredir e dar comicidade

 

O velho cliché do bolo de creme espalmado na cara de alguém já não é tão risível e, pormenores anteriormente cómicos, tornam-se enfadonhos.

 

 

 

 

Ilustração   3 - O absurdo que causa a hilaridade deixa agora as multidões apáticas. Apesar disso, os Irmãos Marx são um símbolo de anarquia que os surrealistas não esqueceram.

 

 

 

A decadência do humor no cinema aumenta com o cinema falado em que, apesar disso, os irmãos Marx atravessaram a ponte e conseguiram o diálogo do absurdo com uma alucinantemente anarquista que não ficou esquecido. As frases delirantes e certeiras são tao vertiginosas que não é fácil acompanhar cada “gag” ou frase no seu profundo sentido

 

 

 

Ilustração   4 -Trabalharam no teatro e vieram do cinema mudo mas adaptaram-se à linguagem o filme “Duke Soupe” é o único da lista dos melhores filmes do século.  

 

Durante a segunda guerra mundial, Bob Hope é a fantasia que afasta o espetro da morte, numa forma de riso cooperante com o cenário de uma sociedade que deseja a norma pacífica.

 

 

 

Ilustração   5 -  Uma atuação de Bob Hope para as tropas da segunda guerra. O absurdo do riso no absurdo trágico da guerra feroz. Uma comicidade diante da loucura  geral..

 

 

     Mas a decadência acentua-se pela acrimónia de que Luján encontra entre outros no exemplo de Woody Allen.  Interrogando-se sempre, em monólogos em que encarna o homem de cultura média, retrata as contradições que nos afligem, a engrenagem cada vez mais obscura do desenvolvimento tecnológico e cientifico que deixa desamparada qualquer pessoa. A vida do quotidiano comum inquieta pela irracionalidade das suas fronteiras e a cada passo manifesta  a fragilidade dos seus alicerces que, sem valores nem tradição, coloca sempre em fuga de confronto consigo mesmo qualquer espetador que o escute. Já não faz rir, o amargo sorriso que evoca, pela impossibilidade de escapar a si mesmo, é de um sentido que não liberta. Apenas busca fugir da tragicidade cada vez mais perto de todos.

 

 

 

 

Ilustração    6 - A própria atitude quase natural que Wood Allen adota mostra que é um ironia cerebral mas vivenciada por si e pelos seus personagens.  O azedume do tempo e da vida atraem em espelho, mas a mensagens nem sempre se aceita, vai para além do quotidiano. Pergunta pela filosofa, enreda-se nos seus próprios labirintos

 

    É difícil ser humorista sem usar a agressividade contra alguém, ou transformar algo trágico em cómico. Uma gargalhada estrondosa exige uma quebra com o mais comum racional, mas o sentido de um dito de espírito subtil, ou mesmo o humor negro irritam ou chocam o senso comum.

 

 

 

 

Ilustração  7 - Foi este novo tempo que pode trazer um humor negro com tal trocadilho De novo não faz rir, mas surpreende pela transgressão de já passou.

 

 

    Durante uma aterradora trovoada, num solar inglês, o seu nobre senhor inglês lê um jornal inglês e a esposa inglesa faz tricot. Cai um raio na sala. O nobre inglês toca a campainha e ordena ao mordomo inglês:- Traga-me mais chá e varra a senhora. 

O humor negro é impiedoso, aborda temas como a morte ou o suicídio e, por vezes, torna-se insuportável. O humorista tem uma arma de dois gumes porque, através do riso, causa destruição incluindo a sua.

 

 

 

Ilustração   8 -O sarcasmo e a maldade combinam-se com o ódio aos nazis, e só pode haver apenas um sorriso e esse mesmo é carregado de horror

 

 

 

    Oscilando entre o humor e o desespero até à morte viveu Kierkegaard. Se Swift se refugiou na sátira, Mark Twain (1835-1910) viu a sua fama crescer ao longo dos percalços da sua agitada vida. Profundamente conhecedor da complexidade humana, usava o paradoxo para criar uma linguagem humorística e admiti-lo como fundador da literatura americana. Um pouco da força do seu humor está nas reveladoras palavras: “Tudo o que é humano é patético. A fonte secreta da essência do humor não é a alegria mas a tristeza. Não existe humor no Paraíso.”  

    A sua curiosidade levou-o a criar uma amizade profunda com Nikola Tesla, o cientista que está oculta na verdadeira história da ciência. Tesla e Twain chegaram a trabalhar juntos no laboratório do inventor.

  Já André Breton (1896- 1966) elegeu o humor negro como o próprio surrealismo na aceção demolidora do real. Criando o conceito de humor negro chamou-o “revolta superior do espírito” e ultrapassa em muito o domínio literário na busca da libertação total. Nesse aspeto torna-se uma reflexão filosófica que parte da premissa de por em causa toda a sociedade, normas e valores. Esse  risível é amargo, desesperado sempre entre a vida e a morte. Põe em prática as palavras de Camus[4]: “Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: o suicídio”. O verdadeiro humorista acaba numa situação insustentável que o leva ao desespero mais trágico. Daí a dimensão filosófica do humor e a perda do sentido total da existência.

 

    Menos metafisico é o choque cultural do humor que só quem é estrangeiro capta. Mas na estética, cada vez mais, é necessário possuir os códigos para a desmontar e entender. Um indígena de Samoa espanta-se, ou ri desabaladamente, de quem se deslumbra diante de um desfile de moda, ou face a uma exposição de pinturas.

     Com graça, malícia, inteligência, perversidade, imaginação, ou crueldade, tudo pode estar no riso ou tornar-se ridículo. Estudá-lo é triste. O que podia ser sublime torna-se grotesco, o que podia elevar o espírito para um estádio estético falha redondamente na elevação que podia conter. Por isso já Kant excluía o humor da sua “Critica da faculdade de julgar”.

    A libertação do espírito através da emoção chegaria à racionalidade, se fosse dado ao homem triunfar sobre si mesmo, transcendendo a mera realidade num plano em que se realizasse um encontro com o júbilo da pura alegria. Mais doce e mais sereno, sem riscos de desespero é o estudo da alegria, Como escreveu Mark Twain, acerca da falta de humor no Paraíso, o sonho da perfeita alegria estaria na capacidade de ultrapassar qualquer sofrimento na aceitação franciscana e paradoxalmente nietzschiana daquele “Sim!” à existência que santos e filósofos criaram. Conclusão inacabada: o paradoxo é chorar por já ter rido e rir de ter chorado.

 

 

Ilustração  9 - A infância com a alegria e o riso conduz as formas falhadas do ser humano, com o medo oculto dos poderosos, a busca de coração novo e a ilusão da integridade. “O feiticeiro de Oz”, Frank Baum 1901.

 


 


[1] Bergson, Henri O Riso, Ensaio sobre o significado do cómico, 1998 Guimarães Editora.

[2] Daninos, Pierre, A Volta ao Mundo do Riso – 1944, Edição da Bertrand.

[3] Luján, Néstor, O Humorismo, 1980,  Biblioteca Salvat, de Grandes Temas,  (GT)

[4] Camus Albert, O Mito de Sísifo, 1942.